Principia Discordia

Resumo

O livro Principia Discordia é um manifesto-meme-filosofia em forma de “escritura sagrada” da Discordianismo, uma religião/paródia/experimento mental centrado em Éris, deusa do caos, discórdia e confusão. Ele mistura humor, poesia, mitos gregos, falsos documentos, rituais absurdos e aforismos para defender uma ideia central: a realidade é maleável, a ordem é uma invenção humana, e o caos não é um erro — é a matéria-prima da liberdade. O livro funciona como uma bomba simbólica contra a seriedade religiosa e a “necessidade de sentido”, usando o riso como ferramenta de iluminação.

Ao longo do texto, surgem elementos clássicos como o Pentarroto (Cinco Mandamentos), que inclui coisas como “um Discordiano é proibido de acreditar naquilo que lê” e a quebra proposital de regras morais/rituais (tipo a famosa contradição do cachorro-quente e do pão) para mostrar que dogmas são jogos e que toda crença é, no fundo, um ato criativo (e perigoso). Também aparece a Lei dos Cinco, a ideia de que tudo se conecta ao número 5 se você prestar atenção o suficiente, reforçando o tom de “padrões surgem porque você está procurando padrões”. A narrativa de origem apresenta a revelação de Éris como um evento surreal que “liberta” os personagens do medo e da armadura psíquica, e transforma o caos em algo positivo: arte, ciência, riso, improviso e vida viva.

No fim, o Principia não quer te converter: ele quer desprogramar, provocar curto-circuito e te lembrar que você pode inventar seu próprio caminho. Ele ridiculariza burocracias espirituais ao mesmo tempo em que cria as suas (POEE, cabalas, papas, certificados), como um espelho que devolve ao leitor a pergunta: “você quer uma verdade ou quer um brinquedo que te faça enxergar melhor?” A mensagem é simples e perigosa: não existe autoridade final — só escolhas, narrativas e liberdade para bagunçar o mundo com consciência.

Apresentação

O Principia Discordia é a mais recente das escrituras sagradas. Depois do misticismo do I-Ching, da complexidade metafísica dos Vedas, das orientações sócio-higiênicas do Torá, da lei de amor do Evangelho e da rigidez disciplinar do Alcorão, Principia Discordia abre as portas da religiosidade pós-moderna para a humanidade.  Este livro supera e transcende todas as revelações anteriores.

Vindo ao mundo pelas mãos de Malaclypse o Mais Jovem e Lord Omar Khayyam Ravenhurst esta obra rapidamente caiu no gosto dos caoistas, hereges e sábios iluminados de plantão pela sabedoria sobre-humana que brilha de suas páginas.

O livro foi publicado originalmente em 1965 [(19-65)/2 =23!] com o subtítulo de “Quão Perdido estava o Ocidente.” e posteriormente alterado para “Como eu encontrei a Deusa e o que fiz com ela quando a achei.”. Principia Discordia descreve os atratores estranhos básicos do discordianismo e a realidade de êxtase da Deusa Éris.

Este é o último livro que você vai precisar ler na vida.

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Onde é explicado absolutamente tudo que vale a pena sobre absolutamente qualquer coisa

Bônus: Cartão de Papa Discordiano

Crianças do absurdo! Vós que descobristes o brilho da a[uto]poteose e o sublime caos do auto-amor. Todos vós que são humanos e não alfaces, eis os segredos de como desfilar tal qual respla[i]ndecente estrela exibindo seu cartão a todos. Aqueles que tem ouvidos que ouçam:

Basta que façam o download do arquivo para vossa máquina, a Deusa, com sua magia caprichosa, criará onde antes nada havia, uma cópia deste arquivo. Então abra o seu programa processador de textos, ou seu programa gráfico favorito. Importe no documento ou abra o arquivo, imprima e ei-lo! Basta recortar nas marcas, quanto mais grosso o papel mais abuso seu cartão aguentará!

Autor: Malaclypse

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Comentários

  1. E aí, Carlão. Pode adorar Éris? Pode fazer tanto espaguete que não consiga enrolar no garfo? Pode voar para a lua em um foguete de cartolina e crepom?

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