A Prática da Evocação Magica – Franz Bardon

A Prática da Evocação Mágica (Franz Bardon) é um manual avançado de evocação hermética, ou seja: o método de contato consciente e controlado com inteligências espirituais (entidades) dos diferentes planos da existência. Diferente da evocação “teatral” ou baseada só em fé, Bardon trata isso como técnica precisa, que exige preparo real do magista.

A ideia central do livro é que a evocação não é “invocar demônios” como folclore, mas estabelecer comunicação e cooperação com seres não-físicos que atuam nas camadas mental, astral e física da Natureza. Para Bardon, existem hierarquias e tipos de espíritos ligados aos quatro elementos (Fogo, Ar, Água, Terra) e também aos princípios sutis, e cada um possui funções específicas dentro das leis universais.

O autor reforça o tempo todo que evocação não é brincadeira. Antes de tentar qualquer contato, o praticante precisa ter domínio de si: concentração, equilíbrio emocional, controle energético e ética. Sem isso, a evocação vira autoengano, obsessão, medo, desequilíbrio psíquico ou “resultado” caótico.

Na parte prática, Bardon explica os fundamentos do ritual: preparação do ambiente, círculo mágico, triângulo de manifestação, consagração de instrumentos, uso de selos (sigilos) e condensadores fluídicos, além de como criar uma atmosfera energética compatível com a entidade a ser chamada. Ele também fala da importância da proteção, do banimento e da postura mental correta: firmeza, clareza e autoridade — não arrogância.

O livro se destaca por apresentar um enorme “catálogo” de espíritos, com nomes, selos e atribuições, organizados por esferas/elementos. A proposta é que o magista possa contatar inteligências específicas para aprender, obter orientação, operar mudanças e aprofundar conhecimento — sempre dentro de limites: Bardon condena pedidos egoístas, vingança, abuso ou qualquer coisa que quebre a harmonia.

Outro ponto forte é que Bardon descreve a evocação como um treinamento de percepção e manifestação: o operador aprende a distinguir contato real de imaginação, a receber respostas (mentalmente, por sinais, por inspiração ou fenômenos), e a encerrar tudo corretamente, com despedida e dissolução das forças evocadas.

No fundo, o livro ensina que evocação é uma forma de diplomacia espiritual: você não “manda no universo”, você aprende as leis, se alinha, e então trabalha com inteligências que já operam essas leis. O objetivo final não é espetáculo, mas crescimento, conhecimento e maestria consciente.

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Autor: Franz Bardon

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