A Origem do Satanismo na Maçonaria – PDF

A Origem do Satanismo na Maçonaria — Resumo

Arthur Edward Waite escreveu esta obra como resposta direta às acusações feitas por autores antimassônicos — especialmente no final do século XIX — que afirmavam que a Maçonaria teria raízes satânicas, luciferianas ou demoníacas. O livro é, acima de tudo, um ensaio histórico-crítico, não um manual iniciático nem uma defesa dogmática.

Waite, ele próprio ocultista e maçom, adota uma postura erudita, documental e racional, desmontando tais acusações ponto por ponto.

Tese central do livro

A ideia de que a Maçonaria possui uma origem satânica é:

  • Historicamente infundada
  • Baseada em má interpretação de símbolos
  • Alimentada por teorias conspiratórias, medo religioso e ignorância simbólica

Segundo Waite, não existe nenhuma linhagem iniciática real, ritual ou doutrinária que conecte a Maçonaria a Satanás, Lúcifer ou cultos demoníacos.

Pontos principais abordados

1. Origem das acusações

Waite mostra que a maior parte das acusações surge de:

  • Autores católicos reacionários
  • Moralistas religiosos
  • Pseudo-ocultistas sensacionalistas

Especial destaque é dado a Léo Taxil, famoso por criar uma farsa antimassônica envolvendo supostos rituais luciferianos — posteriormente confessada como fraude.

2. O erro simbólico

Grande parte da confusão vem da leitura literal de símbolos.

Waite explica que termos como:

  • “Luz”
  • “Conhecimento”
  • “Iluminação”
  • “Portador da Luz”

não são referências a Lúcifer como entidade demoníaca, mas metáforas tradicionais do conhecimento espiritual, comuns no hermetismo, neoplatonismo e misticismo cristão.

3. Lúcifer ≠ Satanás

Waite dedica atenção especial à distinção teológica e simbólica entre:

  • Satanás (o acusador, adversário)
  • Lúcifer (a estrela da manhã, símbolo de luz e conhecimento em textos antigos)

Ele demonstra que a associação direta entre Lúcifer e o Diabo é tardia, popularizada pela teologia medieval e não sustentada pelos textos originais.

4. Maçonaria real vs. Maçonaria imaginária

Waite diferencia:

  • A Maçonaria histórica, ética e filosófica
  • A Maçonaria fantasiosa, criada por seus detratores

Ele afirma que os rituais maçônicos são:

  • Alegóricos
  • Morais
  • Simbólicos e não invocatórios, muito menos demoníacos.

5. Crítica ao ocultismo sensacionalista

Mesmo sendo ocultista, Waite critica duramente:

  • Autores que misturam ocultismo com espetáculo
  • Supostos “rituais secretos supremos”
  • Narrativas conspiratórias sem base documental

Para ele, isso desacredita o verdadeiro estudo esotérico.

Tom e posicionamento do autor

  • Racional
  • Erudito
  • Desmistificador
  • Levemente irônico com os conspiracionistas

Waite não tenta “convencer pela fé”, mas pela análise histórica e simbólica.

Conclusão do livro

A Maçonaria:

  • Não é satânica
  • Não cultua Lúcifer
  • Não possui doutrina demoníaca

As acusações são fruto de:

  • Medo do simbolismo
  • Desconhecimento do esoterismo
  • Conflitos religiosos e políticos

Waite encerra defendendo que o verdadeiro perigo não está na Maçonaria, mas na ignorância simbólica e no fanatismo.

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Autor: Arthur Edward Waite

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