Caos: O Segredo do Universo
Consciência, Magia e Caos: três nomes para o mesmo mistério?
A pergunta que não quer calar
Será que Consciência, Magia e Caos não são, no fundo, a mesma coisa vista por ângulos diferentes?
Talvez a resposta não esteja em escolher um conceito “certo”, mas em perceber que todos apontam para um mesmo fenômeno central: a capacidade de algo acontecer espontaneamente, sem que uma causa anterior explique tudo de forma definitiva.
Consciência: o acontecimento espontâneo dentro de nós
A Vontade como motor do improvável
A consciência faz com que coisas aconteçam sem um empurrão externo evidente.
Isso ocorre, geralmente, no cérebro: aquela parte da consciência que chamamos de Vontade agita o sistema nervoso, acende circuitos, reorganiza impulsos e faz nascer pensamentos, decisões e ações.
E aqui surge uma ideia radical: qualquer ato de vontade é magia.
Porque querer não é apenas reagir. Querer é iniciar algo.
Percepção consciente também é magia
De modo análogo, qualquer ato de percepção consciente também é magia.
Algo acontece na matéria nervosa… e, espontaneamente, a consciência percebe.
Não existe uma engrenagem final que explique como “um impulso elétrico” vira “experiência”.
Às vezes, essa percepção pode acontecer sem o uso dos sentidos, como na clarividência: uma percepção direta, não mediada, como se a consciência enxergasse por dentro do mundo.
Magia: o acontecimento espontâneo fora de nós
Quando a consciência transborda o corpo
Ocasionalmente, a consciência parece capaz de fazer com que coisas aconteçam fora do corpo, quando está fazendo magia.
Isso não precisa ser tratado como “sobrenatural” no sentido ingênuo. É apenas a consciência operando em um território onde nossas explicações comuns não alcançam.
A magia, nesse sentido, não é um truque. É a mesma força da vontade — só que aplicada além da pele.
A magia não cabe apenas na mente: o universo também acontece “do nada”
Tudo acontece por magia — inclusive o começo de tudo
A magia não pode ser confinada à consciência individual, porque todos os eventos acontecem basicamente por magia.
Inclusive a origem do universo.
Isso significa: em algum ponto, tudo “simplesmente acontece”.
A matéria nos dá a impressão de ser regida por leis físicas, mas essas leis são, no máximo, aproximações estatísticas.
Você pode explicar muita coisa com causa e efeito…
mas nunca tudo.
Em algum ponto, a explicação sempre termina numa frase incômoda:
“isso aconteceu espontaneamente.”
Seja o Big Bang, seja um pensamento surgindo do nada, seja uma coincidência impossível — o mistério permanece.
Leis físicas: ordem aparente, caos por baixo
A causalidade é uma forma de enxergar, não uma prisão do real
Se tudo fosse pura aleatoriedade, o universo seria um colapso constante.
Mas não é isso que vemos.
Existe regularidade. Existe repetição. Existe padrão.
Um exemplo simples:
Jogue um dado e você pode obter qualquer número de 1 a 6.
Jogue seis milhões de vezes e o resultado tende a se organizar: quase exatamente um milhão de seis.
Ou seja: o acaso individual parece livre…
mas o conjunto produz uma espécie de ordem.
A mesma coisa pode estar acontecendo com o universo.
As leis não são “deuses matemáticos”.
São hábitos estatísticos do real — e podem mudar se a espontaneidade produzir outra coisa.
Por que chamar isso de Caos?
O problema do cérebro racional
É muito difícil imaginar eventos acontecendo sem uma causa anterior, mesmo quando isso ocorre toda vez que alguém exerce a vontade.
Por isso, pareceu preferível chamar a essência desse fenômeno de Caos.
Não porque o universo seja bagunça, mas porque:
- nosso pensamento racional foi construído para ver causalidade
- nosso cérebro é matéria obedecendo, na maior parte do tempo, às estatísticas da ordem
- e, portanto, nossa mente não consegue sentir o espontâneo sem tentar transformá-lo em explicação
O racional quer sempre dizer:
“isso aconteceu por causa daquilo.”
Mas consciência e universo, em sua raiz, parecem funcionar assim:
“isso aconteceu porque sim.”
O limite da compreensão: entendemos os pensamentos, não o Caos
O universo não é “uma pessoa”
Seria injustificado deduzir que o universo é consciente como nós.
O universo não pensa como um humano pensa.
Ele não tem um “eu” sentado no centro.
Mas podemos dizer, poeticamente, que:
o universo é o pensamento do Caos.
Nós podemos compreender os pensamentos — padrões, símbolos, repetições, mapas —
mas não compreendemos o Caos do qual eles se originam.
Da mesma forma:
- usamos nossa consciência
- exercemos nossa vontade
- vivemos dentro disso todos os dias
…e ainda assim jamais compreendemos totalmente o que a consciência é, de onde ela vem, ou por que ela existe.
As perguntas da existência: ciência, religião, arte e magia
Cada caminho pergunta algo diferente
Todos os maiores ramos da filosofia tentam responder a pergunta sobre a existência — mas cada um entra por uma porta.
A ciência pergunta: “como?”
E descobre cadeias de causalidade.
A religião pergunta: “por quê?”
E frequentemente inventa respostas teológicas.
A arte pergunta: “qual?”
E chega aos princípios da estética, da forma e do sentido.
A magia pergunta: “o que?”
E por isso ela é um exame direto da natureza do ser.
A resposta da magia: o real é espontâneo, mágico e caótico
Caos e Kia: a força central
Se formos ao âmago e perguntarmos:
- qual é a natureza da consciência?
- qual é a natureza do universo?
- qual é a natureza de tudo?
A resposta mágica é simples e brutal:
são fenômenos espontâneos, mágicos e caóticos.
A força que inicia e move o universo é a mesma força no centro da consciência.
Ela não é moral.
Ela não é espiritual no sentido tradicional.
Ela não é “boazinha”.
Ela é arbitrária, aleatória, criadora e destruidora — e talvez faça tudo isso por um motivo simples:
diversão.
Nada é verdadeiro (mas pode ser útil)
O universo não tem manual de instruções
Não há nada moralista ou elevado em Caos e Kia.
Vivemos num universo onde:
nada é verdadeiro,
embora alguma informação possa ser útil para finalidades específicas.
Isso muda tudo, porque então:
- não existe “bem” e “mal” escritos na estrutura do mundo
- não existe sentido obrigatório
- não existe missão universal
Existe escolha.
Somos nós, individualmente, que decidimos o que é:
- bom
- mau
- significativo
- divertido
Liberdade total: seguir o universo ou lutar contra ele
A batalha heroica e inútil (e ainda assim linda)
O universo se diverte constantemente e nos convida a fazer o mesmo.
Se houvesse uma razão fixa para a vida, talvez o universo fosse menos interessante.
No fim, há duas atitudes possíveis:
- seguir o fluxo placidamente ou
- lutar uma batalha heroica e inútil contra ele
E o detalhe mais caótico de todos é este:
as duas opções são válidas.
Assim, somos livres para alcançar toda a liberdade disponível —
e fazer o que sonharmos com ela.




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Boa tarde, meu Nome é Adilson. Sou Tarólogo. Sinto uma grande necessidade de aprofundar meus estudos de magia do caos e gostaria de começar pelos 40 servidores de Tommie Kelly. Gostaria de saber de VCS onde posso adquirir o baralho dos 40 servidores e o Grimorio também. Qual site encontro o melhor preço? Desde já agradeço a atenção. Aguardo contato em breve. Namastê!
Adilson Bassan
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