Meu Primeiro Servidor

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Essa é a história da minha primeira experiência com um servidor próprio, já destruído inclusive. Eu só havia utilizado Fotamecus até então… Vou deixar minhas dicas e compartilhar o que eu aprendi, foi uma experiência bem interessante.

Eu havia descoberto a Magia do Caos recentemente e fiquei deslumbrada, como se infinitas portas tivessem surgido diante de mim. O universo dos servidores chamou minha atenção pela vasta liberdade criativa proporcionada, o que já é uma característica do Caoísmo por si só. Resolvi então criar um servidor pra chamar de meu.

Por quê?

Na época eu sofria com sentimentos bem ruins, típicos de um mapa astral recheado de escorpião. Sim, estou falando principalmente de ciúmes. Aquilo estava drenando minha energia e eu precisava agir, psicoterapia foi opção apenas por um tempo.

“Vou criar um servidor pra eliminar o ciúme e promover o desapego emocional em mim” -pensei.

A Criação:

Estabeleci o objetivo

Criei o nome do servo (um nome em inglês que tinha a ver com a função, aliás, não recomendo vincular o servo à palavras já conhecidas por você, creio que você não vá querer lembrar dele sempre que ouvir a palavra, certo? De qualquer forma, se você encontrar boas razões para fazê-lo, por quê não fazer?)

Separei um objeto para ser o seu corpo físico (um pingente de chaveiro)

Criei uma frase de comando contendo a função dele e fiz um sigilo mântrico que ao ser entoado deveria ativar um estado de espírito específico (a intenção era usar só em momentos onde o sentimento ruim aflorasse)

Fiz um sigilo pictórico com base na imagem mental do servo

No contrato eu defini funções, tempo de vida, permissões e proibições, forma de alimentação e destruição.
Também escrevi o ritual de ativação e o reli algumas vezes pra garantir estar bem preparada no momento do ritual.

O Sopro de Vida:

Decidi seguir uma ritualística mais padronizada, por ser minha primeira criação.

Escolhi uma sexta feira, dia de Vênus. Tudo a ver com o propósito, que se baseava em desenvolver o amor-próprio em contrapartida aos sentimentos ruins.

Me preparei com um banimento, o RmP – Ritual menor do Pentagráma

Com o receptáculo (pingente) à frente fui meditando até estar num estado alterado de consciência. Comecei com uma visualização dele criando vida, sendo preenchido com minha energia e ficando cada vez maior, brilhante e colorido. Tempo suficiente depois, oficializei sua ativação com um sopro de vida em sua direção.

Me apresentei e li o contrato para ele

Terminei com algumas palavras e estava feito!! Depois disso fui dançar loucamente.

Durante sua existência eu sentia sua presença através de arrepios e até já vi seu nome em tiragens de tarot virtual, inclusive a definição da carta tinha tudo a ver com ele. Essas sincronicidades são uma das melhores partes da magia!

Funcionou? 

Posso dizer que sim, quando entoava o mantra eu sentia a paz ancorada, me ajudou em muitos momentos críticos. Não foi exatamente como eu imaginava (expectativas irreais rs), não extingui o ciúme da minha vida e virei um buda, certamente minha inexperiência influenciou bastante no resultado. Outro detalhe importante é que após um tempo, situações de perda começaram a surgir, ou melhor dizendo, sofri mudanças radicais e basicamente toda minha vida antiga ficou pra trás e eu tive que recomeçar (não estou dizendo que isso foi ruim, mas foi um processo bem chato, da forma como ocorreu). Até hoje eu não comprovei se realmente o servidor teve algo a ver com a situação, não quis investigar também, só sei que foi muito necessário lidar com níveis elevados de desapego durante esse período!

Uma experiência intensa que me trouxe muito aprendizado, entre eles: Atenção ao quê você deseja e como deseja!

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Que a Magia esteja com vocês!

2018-09-17T16:04:41+00:00 Tags: , , , |